Tecnologias Imersivas: a medicina do futuro começa hoje

Tecnologias Imersivas: a medicina do futuro começa hoje

Você já imaginou assistir a uma aula de anatomia explorando, em detalhes, o corpo humano em 3D, como se estivesse dentro dele? Ou aprender a lidar com emergências médicas em um ambiente seguro, onde o “paciente” é um manequim que respira, fala e apresenta sinais vitais reais? 

Essa não é mais uma cena de ficção científica: é a realidade na formação de futuros médicos. 

No curso de Medicina da FAESA, a educação médica abraça as tecnologias imersivas e a saúde digital como parte central do currículo. A proposta é preparar o médico para a Sociedade 5.0, um modelo em que tecnologias inteligentes — como Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas Médicas, impressão 3D e robótica — se unem às necessidades humanas para melhorar a saúde e o bem-estar da população. 

Entre os recursos já utilizados, estão a mesa anatômica digital, que permite simulações de dissecção e análise de exames de imagem; os óculos de realidade virtual, que colocam o estudante “dentro” de órgãos e sistemas; e os manequins de alta fidelidade, capazes de reproduzir sinais vitais e sintomas reais para treinos de diagnóstico e tratamento. Os estudantes treinam habilidades essenciais sem colocar vidas em risco, ao mesmo tempo em que ampliam sua compreensão do corpo humano e das doenças. 

A mesa anatômica digital, por exemplo, permite visualizar estruturas anatômicas em alta precisão, realizar dissecções virtuais, simular fraturas e até imprimir modelos em 3D. Com os óculos de realidade virtual, a imersão é ainda maior: o estudante pode “entrar” em um órgão ou acompanhar o funcionamento de um sistema do corpo de forma interativa. 

Já os manequins de simulação clínica são verdadeiras “personificações” de pacientes — capazes de apresentar batimentos cardíacos, pressão arterial e até sintomas de doenças específicas. Assim, os futuros médicos praticam diagnósticos, tratamentos e tomadas de decisão em um ambiente controlado e seguro. 

Mas a transformação não para por aí. A inteligência artificial também já está presente na rotina acadêmica, ajudando a personalizar o aprendizado de acordo com o ritmo e as necessidades de cada estudante. Isso significa mais autonomia, eficiência e preparo para enfrentar desafios reais. 

Além do treinamento técnico, a formação inclui um compromisso essencial: a ética, a responsabilidade e a segurança digital. Afinal, em um mundo onde dados de saúde circulam on-line, proteger a privacidade e garantir o uso ético das tecnologias é tão importante quanto saber operar um bisturi. Isto garante que futuros médicos saibam lidar com prontuários eletrônicos, dados sensíveis e plataformas de telemedicina, além das mídias digitais, de forma responsável. 

O projeto curricular prevê que, ao longo dos seis anos de graduação, 10% da carga horária seja dedicada à telemedicina e às tecnologias digitais — um investimento que prepara o médico para: 

  • Atuar em ambientes digitais e híbridos; 
  • Realizar exames e consultas a distância com apoio de dispositivos clínicos; 
  • Utilizar IA para apoiar o raciocínio diagnóstico; 
  • Comunicar-se de forma clara e acolhedora em plataformas digitais; 
  • Trabalhar em redes de cuidado integradas; 
  • Desenvolver soluções inovadoras para a saúde. 

A proposta também incentiva a integração com a comunidade, por meio de programas como telessaúde nas escolase telessaúde 60+, que promovem prevenção, educação em saúde e acompanhamento de grupos de risco. 

Essas inovações não beneficiam apenas os estudantes. A longo prazo, quem ganha é toda a sociedade. Médicos mais bem preparados, conectados com as ferramentas mais avançadas e comprometidos com o cuidado humanizado representam um avanço real na qualidade da saúde. 

Se o futuro da medicina parecia distante, ele já está acontecendo — e começa dentro das salas de aula (e dos laboratórios digitais) de hoje. 

O impacto esperado vai além da sala de aula: médicos mais preparados para lidar com novas demandas, ampliar o acesso ao cuidado e garantir qualidade, mesmo em regiões remotas. Afinal, como destaca o projeto do curso de Medicina da FAESA, o futuro da medicina será digital, humanizado e centrado no paciente — e ele já começou a ser construído hoje. 

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