FAESA recebe seminário sobre desastres envolvendo animais e reforça preparo em situações de resgate

FAESA recebe seminário sobre desastres envolvendo animais e reforça preparo em situações de resgate

Falar sobre desastres nunca é simples, mas ignorar esse tipo de cenário também não é uma opção, principalmente quando envolve o cuidado com animais. Foi com esse foco que a FAESA recebeu, na última semana, o I Seminário de Desastres em Massa envolvendo Animais.

Realizado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Espírito Santo (CRMV-ES), por meio da Comissão Técnica de Desastres em Massa, o encontro reuniu estudantes e profissionais para debater a atuação veterinária em cenários emergenciais.

A proposta do evento foi ampliar o olhar sobre esse campo de atuação, mostrando que já existem profissionais dedicados especificamente a esse tipo de resgate e que a formação precisa acompanhar essa demanda.

Além disso, ao trazer especialistas com experiências em ocorrências marcantes, como os desastres de Mariana, Brumadinho e as enchentes no Sul do País, o evento também abriu espaço para troca de vivências reais, aproximando os estudantes dos desafios práticos desse tipo de atuação.

Para a coordenadora do curso de Medicina Veterinária da FAESA, Thaiz de Deco, o tema exige atenção e preparo desde a formação acadêmica. “O tema do seminário é um assunto delicado, mas necessário, pois infelizmente não estamos livres de desastres em massa que envolvem animais. Por isso devemos estar preparados para saber como atuar nessas situações emergenciais de forma mais precisa e direcionar o resultado para o melhor possível dentro de um cenário de tragédia”, destacou.

A discussão também trouxe à tona a construção de caminhos mais estruturados para atuação em situações críticas. Segundo o médico-veterinário e membro da comissão técnica do CRMV-ES, Marcos Vinícius de Souza, o debate marca um ponto de partida importante para o Estado. “A intenção é que ela se torne uma política pública e que isso funcione nos momentos de maior necessidade envolvendo animais, tanto cães e gatos, quanto animais de produção e que o médico-veterinário, como um agente principal ligado à questão da saúde animal, participe, se envolva e também venha se qualificar dentro do Estado”, explicou o médico.

Com a participação de diferentes especialistas e a troca de experiências, o seminário reforçou a importância de preparar profissionais para atuar em contextos complexos, ampliando a formação veterinária para além da rotina clínica e incluindo, de forma mais consistente, situações de emergência.

Outro ponto destacado durante o evento foi a necessidade de ampliar o olhar sobre as vítimas desses cenários. Para Leniane Silva Nogueira, presidente e cofundadora do Grupo de Resgate Técnico Animal (GRETA-RJ), os animais precisam ser incluídos nas estratégias de resposta. “A gente toca nesse tema porque hoje está cada vez mais atual a dinâmica dos desastres, e a gente precisa incluir os animais porque são tão vítimas quanto os humanos”, finaliza a presidente.

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