Cão Bolt leva acolhimento e apoio emocional à rotina acadêmica

Cão Bolt leva acolhimento e apoio emocional à rotina acadêmica

Um golden retriever de comportamento dócil e olhar acolhedor tem chamado a atenção nos corredores da FAESA. Conhecido como Bolt, o “Au-nalista de Bem-Estar”, o cão de apoio emocional se tornou parte de uma iniciativa inédita da instituição voltada à promoção da saúde mental no ambiente acadêmico.

A proposta marca a primeira vez que a FAESA estrutura um projeto com a presença de um animal voltado ao bem-estar. A iniciativa integra estratégias de humanização ao cotidiano universitário, ampliando as formas de acolhimento para estudantes, professores e toda Equipe FAESA.

A coordenadora do curso de Psicologia da FAESA, Caroline Bezerra, destaca o impacto positivo da iniciativa. “A presença do Bolt tem um papel muito significativo no bem-estar dos estudantes, especialmente por promover momentos de pausa, acolhimento e reconexão em meio à rotina acadêmica, que muitas vezes é intensa e exigente”, afirma.

Ela reforça ainda o papel do animal na humanização das relações. “Mais do que isso, o contato com o Bolt resgata uma dimensão essencial que, muitas vezes, se perde no ritmo acelerado do dia a dia: a humanização das relações. A presença do animal facilita vínculos, aproxima as pessoas e convida a experiências mais genuínas de afeto, presença e cuidado”, conclui a coordenadora.

Além disso, o Bolt participa de intervenções assistidas por animais, com atividades planejadas que criam espaços de pausa, conexão e regulação emocional. Ele está presente em momentos estratégicos, como períodos antes de provas, supervisões de estágio e atendimentos na clínica-escola, sempre acompanhado de sua responsável, a estudante de Psicologia da FAESA Lívia Bicas.

A ideia surgiu durante um trabalho acadêmico sobre psicologia hospitalar, em que a estudante e o grupo exploraram a inserção de animais em contextos terapêuticos. Para a apresentação, Lívia pediu autorização para levar o cão à instituição e o resultado foi instantâneo. “Foi uma comoção geral. As pessoas paravam, interagiam, e dava para perceber um alívio no ambiente”, relembra a estudante.

A partir dessa experiência, o contato com o Bolt passou a ser frequente. Professores começaram a solicitar sua presença em sala de aula, e setores administrativos também aderiram à proposta. Com o tempo, a iniciativa evoluiu para um projeto estruturado, que hoje alcança diferentes cursos, especialmente Psicologia e Medicina Veterinária, além de diversos setores da instituição.

As atividades incluem momentos de acolhimento, pausas guiadas para redução de estresse e ações de sensibilização sobre saúde mental. Segundo Lívia, a presença do cão contribui diretamente para o bem-estar. “As pessoas param, fazem carinho, conversam. Isso gera uma descompressão do estresse e melhora o clima do ambiente”, destaca.

É importante destacar que Bolt não realiza atendimentos terapêuticos. A atuação do cão está inserida no campo das atividades assistidas por animais, com foco em acolhimento e promoção da saúde mental. Ele também está em treinamento externo para desenvolver habilidades específicas, sempre com acompanhamento e cuidados rigorosos relacionados à saúde, comportamento e bem-estar.

A iniciativa integra o projeto “Acãodemia Raízes”, idealizado pela estudante Lívia, que busca criar espaços de escuta, afeto e descompressão emocional em locais que, embora exigentes do ponto de vista psicológico, ainda são pouco contemplados por esse tipo de ação.

Para Lívia, o impacto vai além do ambiente acadêmico. “O Bolt aproxima as pessoas, cria conexões e ajuda a acessar emoções de forma mais leve. É uma troca muito rica, tanto para quem interage com ele quanto para mim, como futura psicóloga”, conclui a estudante. Em um cenário marcado por rotinas intensas e alta demanda emocional, a presença de Bolt reforça o cuidado com a saúde mental também pode passar por gestos de afeto, conexão e pausa, mesmo que venham acompanhados de quatro patas.

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