O câncer como pauta: acolhimento inspira trabalho de alunos #EnfermagemFAESA

Os alunos estudaram a atuação do enfermeiro nos lares de pacientes oncológicos em seu TCC.


Publicado em: 27 de novembro de 2018

Apoio, amenização de sofrimento e cuidado. As principais habilitações do profissional de Enfermagem têm total relação com as necessidades físicas e psicológicas dos pacientes acometidos com câncer, a segunda maior causa de mortes por doenças no mundo.

É justamente pela amplitude da questão a nível mundial, e pela necessidade de tornar acessível o conhecimento a respeito das formas de combater a doença, que o Dia Nacional de Combate ao Câncer, instituído pelo Ministério da Saúde em 1988 para a data de 27 de novembro, é tão relevante para a sociedade. Isso porque, se no passado as mortes por câncer eram consideradas inevitáveis, hoje já é possível tomar uma série de medidas preventivas para evitar o surgimento da doença, sendo o diagnóstico precoce determinante para aumentar as possibilidades de cura.

A principal preocupação deve ser a diminuição dos fatores de risco, que inclui por exemplo a prática de atividades físicas, alimentação saudável, uso do filtro solar, evitar o tabagismo e o consumo de álcool. Além disso, é preciso conscientizar-se sobre os cuidados com o corpo, que envolvem principalmente a realização de todos os exames preventivos anualmente e a atenção a possíveis sinais e sintomas.

No que diz respeito aos cuidados com pacientes acometidos com o câncer, a parceria médico-enfermeiro é determinante para garantir um tratamento eficiente e assistência integral. Foi justamente a atuação do enfermeiro no lar de pacientes oncológicos que se tornou objeto de pesquisa dos alunos do curso de Enfermagem FAESAMayara Nunes de Lazari e Michell Herbert Pinto Mota, que puderam reconhecer em seu estudo que “o câncer, culturalmente, é visto como um mal que precede a morte, gerando um ambiente de instabilidades tanto para o enfermo quanto para aqueles que participam do seu entorno social”, como conta Mayara. Por conta desse estigma, é comum que o paciente tenha que encarar os sentimentos de medo, ansiedade e apatia, que podem afetar a evolução do tratamento.

O enfermeiro, nesse sentido, realiza um importante trabalho de acolhimento, considerando as especificidades do cuidado em cada caso e de forma a respeitar a rotina, arranjo familiar e a forma como lidam com o adoecimento. Mayara e Michell constataram ainda que o planejamento de ações voltadas ao restabelecimento da saúde e promoção do conforto trazem resultados efetivos e gratificantes. “É possível evidenciar melhora na qualidade de vida do paciente, fortalecimento do vínculo de confiança e a diminuição do estigma relacionado ao tratamento do câncer, além do fomento do autocuidado para o paciente”, aponta Mayara.

O que se deve ter em mente é que o câncer não deve sair de pauta. Desde as ações de conscientização relacionadas ao combate até o cuidado integral com o objetivo de tratamentos cada vez mais eficazes, é preciso manter a informação como foco. Assim como ensina a prática profissional da Enfermagem, o acolhimento e o cuidado são pontos chave, mas não se limitam aos enfermeiros ou somente aos pacientes. É importante o envolvimento de todos – seja na forma de suporte ou no autocuidado, essencial para a prevenção da doença.


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