Intercâmbio de livros, esperança e conhecimento

Só a educação é capaz de transformar o mundo, incluir pessoas, acabar com as diferenças, derrubar barreiras


Publicado em: 28 de junho de 2017

“Os livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros mudam as pessoas”. A célebre frase do poeta Mário Quintana representa o poder transformador da leitura na vida das pessoas, principalmente das crianças.

Só a educação é capaz de transformar o mundo, incluir pessoas, acabar com as diferenças, derrubar barreiras. Incentivar a leitura é dar possibilidades, abrir portas e é isso que o projeto Roda de Leitura, desenvolvido pelo curso de Pedagogia da FAESA faz, desde 2013, quando foi criado.

Com ações de incentivo e promoção a leitura entre os alunos de graduação, funcionários e professores da FAESA, as ações já extrapolam os muros da instituição e até as fronteiras nacionais.

Na última terça-feira, dia 27, uma caixa recheada de livros de literatura infantil foi enviada para Moçambique, um país localizado no sudeste do Continente Africano, e que terá como destino a biblioteca da Escolinha Ogawanela, situado em Quelimane, capital e a maior cidade da província da Zambézia.

O local, mantido pelo projeto Alfabetizando Moçambique, atende 60 crianças com idade entre 3 e 5 anos.

Mas você deve estar se perguntando qual a relação do projeto Roda de Leitura, que funciona em Vitória, Espírito Santo, Brasil com uma escolinha do continente africano, certo?

Então vamos lá. A história começou com a pedagoga formada pela FAESA, Isabella Costa e Silva Rodrigues que concluiu sua graduação em 2015. O tema do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi “A relação entre pobreza e educação e a formação de professores como estratégia de combate à desigualdade social e educacional no cenário de Moçambique”.

“A alfabetização entrou no projeto por causa da minha formação. Depois que visitei Moçambique pela primeira vez e tive contato com a educação daqui, percebi a carência profunda de investimento nessa área. Decidimos contribuir, então, para o desenvolvimento dela nesse país. Quando surgiu o sonho de iniciar uma Escolinha em Quelimane, entramos como parceiros do Alfabetizando Moçambique, para ajudar a tornar realidade. Hoje temos seis brasileiros na equipe e nove moçambicanos trabalhando. A intenção é capacitar o povo local para que assumam a Escolinha futuramente. Passando o conhecimento adiante. Isso é desenvolvimento”, explicou.

E acrescentou: “a ideia da parceria surgiu por meio da querida professora Edileuza, do corpo docente da FAESA. Ela acompanha o projeto pelo Facebook e me perguntou como poderia ajudar. Dissemos que há uma carência muito grande de livros de literatura infantil, então ela compartilhou a necessidade com a professora Eusdete, coordenadora do Roda de Leitura e com a professora Mariana Fonseca, coordenadora do curso de Pedagogia na época.

O resultado foi uma campanha para arrecadação dos livros e agora o envio dos exemplares. Na foto acima, é possível ver alguns exemplares com a professora Eusdete Trabach Gobetti, coordenadora do Roda de Leitura, professora Edileuza Domingos Ferreira, responsável pela ideia, Sylvia Helena Lessa Dias, monitora do projeto, Juliana Scarpat Cavalcante e Rebeca Trindade Oliveira, participantes do Roda de Leitura.

Texto: Nathália Esteves


  • Sylvia Lessa

    como faço para ter acesso as outras fotos? A matéria ficou bem interessante. Parabéns!

  • Karla Frazao

    Que legal! Prazer em ser colega de turma da Isabella, e ter tido Edileuza e Eusdete como mestres! Parabéns a todos os envolvidos!