Curso de Psicologia traz para a FAESA o neurocientista Zoltan Nadasdy

A vinda do professor faz parte do nosso Programa de Experiência Internacional.


Publicado em: 11 de setembro de 2018

O cientista pesquisador do NeuroTexas Institute of St. David’s Hospital e professor na Universidade do Texas passou três dias em Vitória e compartilhou conteúdos e pesquisas de ponta com a nossa comunidade acadêmica. Foram três palestras, um minicurso e uma mesa-redonda, que lotaram nosso auditório, especialmente com alunos das áreas de Psicologia, Ciências Biológicas e Computação, atraídos pelos temas e também pela didática de Zoltan ao falar de estudos tão complexos como as grid cells e as recentes descobertas no diagnóstico e tratamento da Epilepsia.

A primeira palestra do ciclo, que fez parte do Programa de Experiência Internacional do curso de Psicologia, abordou o tema “A importância da noção de tempo e espaço em nossa memória” e foi transmitida ao vivo em nossa página do Facebook (para conferir esse registro clique aqui).

A palestra trouxe noções acerca da percepção do espaço absoluto, e sobre como esse processo complexo interfere em nossa vida. A aluna do curso de Psicologia Andressa Tozato conta um pouco mais sobre a palestra: “algo que atraiu minha atenção foi a menção aos jogos virtuais aplicados em pacientes, cujos dados coletados mostravam o caminho percorrido por eles enquanto tentavam atingir o objetivo no jogo, tomando uma trajetória, ao passo que era observado cientificamente alguns picos durante essas atividades e também o andamento das ondas gama.”

Durante a tarde de quinta, os alunos da FAESA puderam participar com exclusividade do minicurso “O uso do EEG na pesquisa científica” com a assistente de Zoltan, Drª Jeniffer Csatlos. No minicurso os alunos puderam conhecer melhor o funcionamento do Zeto. “Todas as palestras foram incríveis, os temas são extremamente relevantes e atuais, mas meu momento favorito foi quando ele apresentou o projeto Zeto, um capacete portátil que realiza um eletroencefalograma de maneira eficiente, extremamente rápida e funcional. Durante o minicurso, tive a oportunidade de usar o capacete por uma hora seguida. Os dados gerados pelo meu cérebro estão em um banco de dados e podem ser acessados por qualquer médico ou cientista com o devido acesso, para serem estudados. É mágico pensar nessa possibilidade!” conta Andre Luiz Fanzeres, aluno de Psicologia da FAESA.

Já durante a noite, a palestra “Cognição espacial: como o cérebro constrói nossa percepção de espaço” lotou os auditórios da FAESA, porque enquanto o evento acontecia no Auditório Central, era transmitido de forma simultânea pela equipe da TV FAESA para o miniauditório, dada a grande participação dos alunos.

Durante a palestra, Zoltan explicou de forma mais aprofundada sobre o funcionamento das Grid Cells, que são as células que ajudam o cérebro a adaptar nossa noção de espaço e tempo mediante a situações diversas. O aluno egresso do curso de Jogos Digitais da FAESA Luan Pereira está pensando em fazer uma nova graduação, desta vez em Psicologia, e participou de duas das palestras de Zoltan. “O tema dessa palestra foi menos prático, porque ele falou sobre como seu cérebro percebe o espaço à sua volta, o que é interessante mais para pesquisa. Porém, eu já estudei muito arte, e na parte de perspectiva algumas das coisas que ele falou realmente ressoam com o que estudei quando estava aprendendo a desenhar.”

A sexta-feira começou com a palestra “Aspectos biopsicossociais da consciência”, que trouxe evidências da existência do “self”, ou o “eu” da consciência. “Ver Zoltan dialogar com as teorias, explicitá-las sempre exemplificando, foi uma experiência fantástica”, conta Andressa Tozato, que participou de todas as palestras.

Encerrando sua participação no Programa de Experiência Internacional da FAESA, o professor Zoltan ainda participou, na noite de sexta, da mesa-redonda “Os impactos dos avanços da neurociência na Psicologia e na formação do psicólogo” (confira o registro clicando aqui). Ele dividiu a mesa com o professor doutor Athelson Stefanon Bittencourt, e com a professora doutora Mariane Lima de Souza, conversando sobre diferentes situações em que o avanço da tecnologia contribui para o aperfeiçoamento do tratamento de doenças e transtornos fisiológicos. “Imagine experienciar vários pedacinhos da neurociência, estudos provindos de diferentes contextos e apresentados no mesmo dia. Ter acesso a isso significa estar atualizado e estar em progresso”, diz Andressa.

Confira a galeria de fotos com alguns momentos dessa experiência!