INOVAçãO PEDAGóGICA

A inovação pode ser entendida como um conjunto de intervenções, decisões e processos que, com certo grau de intencionalidade e sistematização, alteram atitudes, culturas, ideias, conteúdos, modelos e práticas.

Aplicando-se este conceito à educação, é pertinente considerar que as inovações pedagógicas buscam novas formas para promoverem a elaboração e a administração do currículo, das relações em sala de aula e do espaço escolar, de forma diferenciada, por meio de uma perspectiva renovadora de programas e projetos, materiais curriculares, estratégias de ensino e aprendizagem, modelos didáticos, visando à construção dos conhecimentos socialmente relevantes, que permitam o desenvolvimento de uma nova formação mais compreensiva e integral dos alunos.

A docência universitária se concretiza em práticas pedagógicas, cuja finalidade é formar pessoas e profissionais com capacidade para atuar de forma crítica, reflexiva, criativa e ética no enfrentamento dos problemas da sociedade. Essa formação pressupõe a adoção de práticas pedagógicas inovadoras capazes de romper com o paradigma da racionalidade, baseado apenas na lógica disciplinar, e na transmissão de conteúdos dogmatizados.

Assim, essa inovação não significa meramente a adoção de novos recursos tecnológicos, mas uma nova forma de pensar o processo de processo de ensino aprendizagem.

A FAESA pretende consolidar e divulgar as experiências pedagógicas inovadoras que estão em desenvolvimento, especialmente aquelas que ocorrem no âmbito da sala de aula e promover reflexões sobre saberes e práticas da docência universitária, nas seguintes temáticas.

  • a aula como espaço de acolhimento, experimentação, construção e elaboração pessoal;

  • articulação entre ensino, pesquisa e extensão, propiciando aos alunos um processo de formação cujas atividades curriculares transcendam a hierarquização das disciplinas;

  • a interdisciplinaridade, que representa uma estratégia de articulação entre os domínios próprios de cada área do conhecimento no sentido de complementaridade e de cooperação para solucionar problemas e responder aos desafios da complexidade, visto que o processo educativo requer o tratamento das experiências dentro de uma abordagem integrada;

  • a multirreferencialidade, ampliando as apropriações sobre linguagens, gênero, cultura e formas emergentes de produção do conhecimento ou aquelas ainda não reconhecidas no contexto acadêmico;

  • a ampliação da interface entre educação, comunicação, tecnologias inteligentes e construção do conhecimento, com aprofundamento das discussões sobre mídia, representações, linguagens e estratégias colaborativas de elaboração da aprendizagem no ensino superior; bem como as mediações e as proposições hipertextuais emergentes de ensino/aprendizagem no AVA e sua dinâmica de acompanhamento e avaliação;

  • ampliação da articulação entre teoria e prática como um princípio de aprendizagem que possibilita ao aluno o envolvimento com problemas reais, o contato com seus diferentes aspectos, a proposição de soluções e seu posicionamento como sujeito na construção do conhecimento;

  • a flexibilização curricular, desenvolvida no âmbito do Projeto Pedagógico de cada curso, que deverá prever, dentre os componentes curriculares, tempo para permitir ao aluno incorporar outras formas de aprendizagem e formação social, respeitando a individualidade no percurso de formação e adotando estratégias múltiplas tais como:

    • utilização da modalidade do ensino à distância;
    • incorporação de experiências extracurriculares creditadas na formação;
    • adoção de formas diferenciadas de organização curricular;
    • flexibilização das ações didático-pedagógicas;
    • programa de mobilidade ou intercâmbio estudantil.

A capacidade de se modificar perante as mudanças da Educação Superior e da sociedade, no Brasil e no mundo, é pressuposto para manter-se como referência de excelência e inovação na educação.