Coleta seletiva: você ainda não sabe como separar o resíduo?


Publicado em: 14 de novembro de 2018

Responsabilidade ambiental é um assunto de todos. Mas se você ainda descarta seus resíduos de qualquer forma e nunca se atentou para a importância de observar a quantidade que produz e, principalmente, o destino deles, pode ser hora de relembrar sua parcela de responsabilidade.

O cuidado com os resíduos gerados no dia a dia, garantindo que o descarte seja feito de forma adequada, é uma das principais medidas de proteção ao meio ambiente. Mas, como tomar os devidos cuidados em meio ao cotidiano corrido? Quem pensou na reciclagem, prática de transformar materiais usados em novos produtos para reduzir os resíduos, está correto; mas não é tão fácil realizar um processo complexo como o da reciclagem sozinho, certo? Para contribuir de uma maneira mais prática e eficiente, todo mundo pode ajudar com a coleta seletiva!

A coleta seletiva é, basicamente, um processo que auxilia a reciclagem por meio da coleta diferenciada de resíduos, separados previamente de acordo com seus devidos processos de reciclagem. Quando os materiais são disponibilizados para a coleta, já de acordo com suas características similares, a reciclagem fica mais viável, possibilitando a redução da quantidade de resíduos destinada a aterros sanitários, evitando que sejam descartados de forma incorreta, o que ajuda diretamente na preservação do meio ambiente. E ao contrário do que muitos pensam, a coleta seletiva não é um processo complicado. Confira algumas dicas de como ajudar.

Como separar os materiais

Uma coleta seletiva eficiente começa por reunir todos os materiais recicláveis em recipientes separados na fonte geradora e escolher uma empresa ou associação que possa realizar uma triagem mais qualificada posteriormente.  A triagem mais detalhada é feita, normalmente, por cooperativas de catadores ou grandes empresas de destinação de resíduos que firmam contratos para atuação com empresas, governos e organizações ou, no caso das associações, recebem os materiais de indivíduos comuns. Já o resíduo não reciclável é descartado, sendo encaminhado para aterros sanitários. 

O que costuma confundir na hora de separar é a grande variedade de materiais recicláveis.

Aqui na FAESA, acaba de ser implantada a Coleta Seletiva, projeto desenvolvido por alunos de Engenharia Ambiental. A iniciativa está inserida no Projeto de Sustentabilidade da FAESA, uma união de sucesso entre a gestão FAESA e ensino inovador da Instituição que visa diminuir o impacto ambiental do lixo produzido.

Mas se você tem muitas dúvidas na hora de escolher a lixeira, comece observando os itens deste quadro:

 

A imagem acima traz algumas referências dos principais materiais descartados no nosso Centro Universitário. No cotidiano, é só lembrar: os guardanapos sujos usados na cantina, por exemplo, vão para as lixeiras de resíduos Não Recicláveis; os copos de plástico, depois de usados e com a sujeira devidamente retirada, podem ser descartados nas lixeiras de resíduos Recicláveis, assim como as latinhas de refrigerante ou os papéis usados em sala de aula.

Cuidados com os resíduos secos

Para garantir que os resíduos recicláveis estejam aptos para a reciclagem, eles devem estar limpos. Retirar o excesso de alimentos das embalagens e potes não dá trabalho e ajuda imensamente no processo de reutilização dos materiais. Você pode utilizar o seu próprio guardanapo para limpar o excesso de vitamina ou açaí do seu copo plástico, por exemplo. Na maioria dos casos não há a necessidade de lavar o recipiente. É só uma questão de costume!

Casos específicos

Existem alguns materiais específicos que precisam de certos cuidados, mas também são recicláveis, como as lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias. No caso das pilhas e baterias, o ideal é levá-las aos postos do Papa-Pilhas ou de coleta seletiva específica para esses materiais espalhados pelas cidades. Mas, se forem pilhas alcalinas (que não contêm metais pesados), é possível descartá-las junto ao lixo reciclável. Evitar o consumo desse tipo de resíduo, de qualquer forma, é essencial para evitar a poluição dos solos, água e até do ar!

Como descartar

Para o descarte, é preciso se informar sobre programas de coleta seletiva estruturados no seu bairro. Caso não existam ainda, você pode levar os materiais a um ponto de entrega voluntário ou entrar em contato com cooperativas de coleta para combinar a entrega/busca de seus resíduos recicláveis. Na cidade de Vitória, por exemplo, é possível conferir os PEVs (Postos de Entrega Voluntária) no site da prefeitura, e há ainda o serviço de coleta seletiva porta a porta.

Ao adotar os hábitos acima e viabilizar a coleta seletiva, os resíduos que seriam descartados se transformam em matéria-prima ou subprodutos de valor comercial. Dessa maneira, vidros, metais, papel, papelão, plástico e outros ganham nova vida e o cidadão contribui com o meio ambiente.

Agora que você já tem motivos de sobra para se mobilizar nesta causa, é só iniciar o trabalho aqui na FAESA, e levar a prática para casa e outros ambientes. Boas atitudes geram eco. Recicle seus hábitos!


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