Alunas da Pós-FAESA organizam ação de empoderamento feminino

As estudantes do MBA em Marketing e Inovação desenvolvem projeto de empoderamento feminino, o movimento “Linda Como Sou”


Publicado em: 29 de março de 2019

Vocês já viram as mensagens nos banheiros femininos da FAESA? Elas são uma ação do projeto empreendedor das alunas do MBA em Marketing e Inovação da Pós-FAESA, Andressa Mota, Layana Nogueira, Naytielle Correia, Raísa Dantas e Sthefania Rodrigues.

Aproveitando o mês da mulher, foram instaladas molduras com frases de empoderamento nos espelhos dos banheiros femininos da FAESA, Campus Vitória e Cariacica. Essa ação, promovida pela FAESA, é parte do projeto das estudantes, o movimento “Linda Como Sou”.

Idealizado com o objetivo de fomentar o empoderamento estético da mulher, ele pretende promover o engajamento das mulheres na busca pelo autoconhecimento e confiança, gerando a aceitação estética. O projeto é desenvolvido dentro da metodologia base do curso, o Design Thinking – modelo mental que busca a resolução de problemas complexos, por meio de uma abordagem centrada no componente humano e se apoia nos conceitos da área do design.

O movimento nasceu de uma dor que víamos em nós mesmas. Ele é a realização do nosso desejo de que toda mulher se empodere em todas as áreas: estética, profissional, sexual e muitas outras. Ser mulher não é fácil, a gente enfrenta muita coisa, por isso precisamos segurar as mãos umas das outras para nos lembrarmos sempre de que somos fortes e lindas como somos! E se tem uma coisa que podemos é poder!”, explica a publicitária Layana.

Mesmo com todos os direitos conquistados pelas mulheres, ainda hoje elas vivem em uma sociedade que cobra a adequação aos padrões de beleza pré-estabelecidos. Segundo pesquisas realizadas sobre o tema, 72% das mulheres sentem a pressão para serem bonitas. E 80% dizem que tem algo bonito, mas não enxergam a beleza nelas. O Brasil é o 2º país que mais faz cirurgia plástica e tem o 3º maior mercado de estética do mundo.

As estudantes contam que o trabalho foi realizado com base nos números identificados pelas pesquisas, e também por meio de ideias e insights abordando o problema, e quando a dor foi descoberta, elas passaram a desenhar soluções para contribuir com as mulheres que ainda sofrem com a falta de aceitação e a insegurança, como a ação dos espelhos, que tem por objetivo despertar um olhar de aceitação.

 “O ‘Linda Como Sou’ surgiu da leitura dos relatos de vários tipos de mulheres e pretende estimular a satisfação com a beleza real, independente de padrões impostos que causam dificuldade de aceitação da aparência, o que muitas vezes interfere no desenvolvimento pessoal e profissional. Não queremos ditar, ressaltar ou desconstruir padrões, mas fazer com que as mulheres se percebam. Queremos transformar dor e frustração em satisfação e alegria”, ressalta a jornalista Sthefania.

Para outra integrante do grupo, Naityelle, que é gemóloga, o Linda Como Sou, dentre várias coisas, vê a necessidade da expressão do verdadeiro eu feminino.

“Vivemos em uma sociedade em que ser bela, depende exclusivamente do tamanho marcado na etiqueta da roupa. O movimento é uma forma de promover o amor próprio e a conscientização de que nós podemos ser lindas do jeito que somos e do jeito que queremos ser”.

Uma outra solução que as estudantes estão desenhando para desenvolver é a criação de um blog, que permitirá o acesso aos depoimentos de mulheres que ultrapassaram as barreiras da insegurança, e também a algumas informações para que mulheres ainda fragilizadas possam encontrar suporte e referências para se sentirem valorizadas.

“Não é fácil se sentir valorizada. Mas depois que rompemos essa barreira é impossível voltar atrás. Linda como sou não é apenas uma afirmação é um estado de espírito, onde as mulheres de todas as cores, corpos e curvas se encontram e se descobrem assim, lindas do jeito que são!”, destaca a jornalista Andressa.

O primeiro passo para que a valorização da mulher aconteça passa pela empatia.  

“O movimento foi criado por mulheres, para mulheres. Todo dia encontramos alguma dificuldade, seja qual for, autoestima, trabalho, violência. Nós conhecemos essa dor de perto, nos colocamos no lugar delas e podemos contribuir para que mais mulheres se entendam e se amem”, conta a arquiteta Raísa.

As estudantes esperam que a ação nos banheiros permita que as mulheres que circulam pela FAESA se percebam, tenham um novo olhar sobre si. Elas também desejam verificar se a corrente em prol do empoderamento das mulheres terá adeptas. E elas fazem um convite a todas as alunas e funcionárias, para que aproveitem o mês da mulher e participem dessa onda de empoderamento e autoamor, postando sua foto com as hashtags #lindacomosoues e #SouFAESA e deixe mais mulheres saberem o quanto são maravilhosas!